segunda-feira, 28 de maio de 2012

Higienização das Mãos: Ferramenta de Prevenção!

Por incrível que pareça existem, ainda hoje, muitos profissionais que, além de não reconhecerem a importância da higienização correta das mãos, não a fazem corretamente.
Em laboratório, em minha faculdade, fizemos culturas de germes presentes nas mãos sem lavar, mãos lavadas com sabonete anti-séptico, e higienizadas com PVPI.
Após a inoculação e cultivo das culturas observou-se que, o meio de cultura inoculado com germes de mãos não lavadas apresentou diferentes tipos de bactérias e fungos. 


Resultados abaixo:
NUMERO DO ALUNO
ALUNO
TIPO DE HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS
PLACA
1
A
Nenhuma
1
2
B
Sabonete
2
3
C
Sabonete + Álcool 70
3
4
D
Sabonete +PVPI Aquoso
4
5
E
Sabonete + PVPI Alcoólico
5

Os resultados foram obtidos a partir da analise das placas de Petri e da cultura ali desenvolvida após quatro dias do inicio do experimento. Abaixo seguem as imagens com identificação da placa e resultado.
PLACA 1

PLACA 2


PLACA 3

PLACA 4


PLACA 5






Assim, decidi ressaltar a importância desse procedimento.


Na introdução do Manual de Higienização das Mãos em Serviços de Saúde da ANVISA, encontramos o seguinte texto:

"Em 1846, Ignaz Semmelweis, médico húngaro, reportou a redução no número de
mortes maternas por infecção puerperal após a implantação da prática de higienização das mãos em um hospital em Viena. Desde então, esse procedimento tem sido recomendado como medida primária no controle da disseminação de agentes infecciosos.
A legislação brasileira, por meio da Portaria n. 2.616, de 12 de maio de 1998, e da RDC n. 50, de 21 de fevereiro 2002, estabelece, respectivamente, as ações mínimas a serem desenvolvidas com vistas à redução da incidência das infecções relacionadas à assistência à saúde e as normas e projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. 
Esses instrumentos normativos reforçam o papel da higienização das mãos como ação mais importante na prevenção e controle das infecções em serviços de saúde.
Entretanto, apesar das diversas evidências científicas e das disposições legais, nota-se que grande parte dos profissionais de saúde ainda não segue a recomendação de Semmelweis em suas práticas diárias.
A Organização Mundial de Saúde (OMS), por meio da Aliança Mundial para a Segurança do Paciente, também tem dedicado esforços na elaboração de diretrizes e estratégias de implantação de medidas visando à adesão à prática de higienizaçãodas mãos."



Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Higienização das mãos em serviços de saúde/ Agência Nacional de Vigilância Sanitária. 
– Brasília : Anvisa, 2007. p. 9. 


TÉCNICA PARA HIGIENIZAÇÃO CORRETA DAS MÃOS



Para mais informações, leia o manual na íntegra em: http://www.anvisa.gov.br/hotsite/higienizacao_maos/manual_integra.pdf

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Senado aprova venda de medicamentos fora de farmácias II (NÃO a MP549/12)

Encontrei no site da FENAFAR mais um artigo sobre a aprovação da venda de medicamentos em outros estabelecimentos além das farmácias e drogarias:
"O objeto da medida provisória 549/2011, aprovada pelo Senado, é a isenção de impostos para produtos destinados a pessoas com deficiência, mas emendas feitas por parlamentares acabaram por incluir em seu texto, assunto totalmente diverso e que desfere um grave golpe contra a saúde do povo brasileiro: a liberação da venda de medicamentos em qualquer estabelecimento comercial."
O artigo, na íntegra, você encontra em: <http://www.fenafar.org.br/portal/medicamentos/62-medicaments/1510-senado-aprova-venda-de-medicamentos-fora-de-farmacias.html>


terça-feira, 1 de maio de 2012

Senado aprova venda de medicamentos em supermercados e põe saúde da população em risco

Este é o título de um artigo que recebi por email do CFF. Abaixo o artigo na íntegra.




O perigo relacionado à venda de medicamentos em supermercados volta a rondar a população brasileira. O Plenário do Senado acaba de aprovar o Projeto de Lei de conversão 7/2012, decorrente da Medida Provisória (MP) 549/2011, facultando a comercialização de MIPs (Medicamentos Isentos de Prescrição), em supermercados, armazéns, empórios e lojas de conveniência. “Estamos perplexos, diante de um retrocesso tão grande que, certamente, colocará em risco a saúde dos brasileiros”, declarou o Presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Walter Jorge João. A sua esperança está no veto presidencial. “Acreditamos no bom senso da Presidenta Dilma Rousseff”, declarou.

A MP 549/11 isenta do pagamento do PIS/Pasep e Cofins 22 produtos destinados a pessoas com deficiência. Quando esteve, na Câmara, a MP ganhou um dispositivo do Deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), autorizando a venda de medicamentos fora das farmácias e drogarias. Naquela Casa legislativa, o texto de Mabel foi rejeitado por 246 votos a 81 e duas abstenções.

No Senado, onde foi votada e aprovada, hoje (25.04.12), às 17h53, a matéria levou a denominação de MP 549-B. A decisão dos senadores, de acordo com o Presidente do CFF, é “perniciosa”. Segundo ele, medicamento não é uma mercadoria qualquer que possa ser oferecida ao público, sem nenhum controle sanitário. “A decisão do Senado é uma indução à automedicação e ao uso irracional desses produtos”, alertou Walter Jorge.

Mas ponderou que os Senadores podem não ter sido bem orientados, ou não tiveram tempo para conhecer a matéria em sua inteireza, vez que a Medida Provisória traz como foco a isenção da carga tributária para produtos dirigidos a pessoas com deficiência, o que, de fato, tem um grande alcance social. “O problema é que, no meio da MP, foi incluída a venda de medicamentos em supermercados, o que eu inclusive considero um aditivo fora de contexto e que, certamente, não foi observado pelos Senadores”, previu Walter Jorge.

A preocupação do Conselho Federal de Farmácia é quanto aos perigos a que será exposta a população. Dr. Walter Jorge observa que o brasileiro já figura entre os povos que mais se automedicam, situação que gera um alto número de intoxicações medicamentosas.

Vender medicamentos isentos de prescrição, em estabelecimentos não identificados com a saúde, fora do controle sanitário e na ausência do farmacêutico, responsável pela orientação sobre o uso correto desses produtos, segundo o dirigente do CFF, só tem uma explicação: atender ao interesse econômico.

Walter Jorge lembra que, há mais de 20 anos, o setor supermercadista vem pressionando o Legislativo e o Governo, com vistas a obter autorização para comercializar medicamentos, com vistas a aumentar a sua margem de lucro. “Será uma farra do interesse em cima da saúde do povo brasileiro, que passará a comprar medicamento a rodo, motivado por campanhas publicitárias do tipo leve três e pague dois. Mas temos uma grande esperança em que a Presidente Dilma Rousseff vete essa aberração, sob pena de o Governo perder o controle no setor de saúde”, advertiu o Presidente do CFF.

Outra advertência de Dr. Walter Jorge dirigida à população é quanto ao “mito” de que medicamentos isentos de prescrição não fazem muito mal. Ele declara: “Não há um único medicamento que não possa provocar reação adversa, em maior ou menor grau.

O Presidente do CFF lembrou, ainda, que o País está discutindo a logística reversa cujo objetivo é descartar corretamente os medicamentos. É uma ação na qual as farmácias têm um papel preponderante, vez que o descarte seria feito pelos usuários dos produtos, nos estabelecimentos farmacêuticos que, por sua vez, promoveriam a destinação final. “Agora, imagine o leitor se uma mercearia vai promover o descarte correto de medicamentos”, ironizou.

Dr. Walter Jorge adiantou que irá procurar as autoridades sanitárias e as lideranças farmacêuticas, com vistas a desencadear medidas urgentes que levem ao veto presidencial. “Todas as autoridades sanitárias, profissionais da saúde e sociedade estarão unidos em favor do veto presidencial, porque o maior interesse a se defender é o da preservação da saúde da população”, previu o Presidente do CFF.



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